4.2. Regional
Esforços a nível da SADC iniciaram em Novembro de 2012, quando os Ministros das TICs da
SADC aprovaram as seguintes três Leis Modelo Harmonizadas para a Segurança Cibernética a
nível da SADC: Lei de Comércio Electrónico, Proteção de Dados e Cibercriminalidade. Importa
referir que estas leis-modelo foram desenvolvidas no âmbito do projecto HIPSSA
(Harmonização das Políticas de TIC na África Subsariana) da União Internacional das
Telecomunicações (UIT) e estão alinhadas com a Convenção da União Africana sobre Segurança
Cibernética e Protecção de Dados Pessoais.
Dos países membros, todos já iniciaram a domesticação das Leis Modeladas Harmonizadas da
SADC e tem como compromisso concluírem o processo até Dezembro de 2019, inclusive a
criação dos CERTs nacionais. Com a assistência da UIT, países como Angola, Zimbabué e
Moçambique iniciariam a elaboração dos termos de referência para o seus CERT, enquanto
assistência técnica da CTO tem ajudado países como o Botswana a elaborar a sua estratégia
nacional de segurança cibernética.
Assim, apenas as Maurícias e África do Sul concluíram este processo de criação de um quadro
legal para proteger o espaço cibernético. As Maurícias já aprovaram a Lei de Uso Indevido de
Computadores e Cibercriminalidade (CMCA) 2003; Lei de TICs em 2001; Lei de Transações
Electrónicas em 2000 e Lei de Proteção de Dados em 2004. A Equipa de Resposta a
Emergências Informáticas das Maurícias (CERT-MU) é o CERT nacional e coordena e trata as
questões de segurança da informação a nível nacional desde 2008.
Semelhantemente, na África do Sul foi aprovado o Quadro Nacional de Política de Segurança
Cibernética (NCPF) da África do Sul em 2012. O objetivo do NCPF é de criar um ambiente
cibernético seguro, confiável que facilite a proteção de infra-estrutura crítica de informações, de
segurança cibernética em apoio dos imperativos de segurança nacional e da economia.
4.3. Nacional
Moçambique tem estado a dar passos largos para criar um ambiente em que o cidadão tenha um
acesso crescente as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e aos serviços associados.
Acções a diferentes níveis tem contribuído para um crescente acesso a Internet e
desenvolvimento de um ambiente em que as TIC são consideradas um instrumento que contribui
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