OE-III GARANTIR CONTINUAMENTE A PESQUISA, O DESENVOLVIMENTO E A INOVAÇÃO EM SIC E SEGCIBER NA APF. Face aos desafios atuais em nível global, bem como diante das ameaças e oportunidades já contextualizados anteriormente, o fortalecimento e a priorização das áreas de SIC e de SegCiber, na ciência; na pesquisa básica e aplicada; no desenvolvimento de tecnologias e de metodologias; e na inovação devem ser permanentemente articulados com atores chave de fomento do Governo Federal, em especial com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), visando à geração de conhecimentos e à agregação de valor em produtos, serviços e tecnologias de tais áreas, e respectivos setores produtivos. Outro fator que demanda esforços de P,D&I em SIC e SegCiber no âmbito da APF diz respeito ao imposto pelo Decreto nº 8.135/2013, regulamentado pela Portaria Interministerial nº 141/2014, referente às soluções de comunicações de dados. Para tanto, a adequação dos órgãos e entidades da APF à legislação requer investimentos adequados e recorrentes em P,D&I. A pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de SIC e SegCiber são pontos basilares para que o Estado brasileiro seja reconhecido mundialmente, como ator de destaque no cenário internacional, sendo respeitado por resultados tecnológicos relevantes, de forma a atender a necessidade de assegurar a soberania da Nação e, associado a isso, a privacidade de seus cidadãos no espaço cibernético. Nesse sentido, são fundamentais a pesquisa e o desenvolvimento de soluções voltadas para a SIC e a SegCiber, baseadas em hardware e algoritmos criptográficos proprietários de Estado, com o objetivo de garantir a confidencialidade, integridade e autenticidade das comunicações estratégicas entre órgãos que integrem a APF, a exemplo da atuação da ABIN, por meio do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (CEPESC). A exitosa iniciativa da Rede Nacional de Segurança da Informação e Criptografia – RENASIC não pode deixar de ser exemplificada. Criada em 2008 no GSI/PR e desde 2011 parte integrante do CDCiber/EB/MD, apresenta entre seus objetivos integrar pesquisadores de todo o país, fomentando o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento de novos projetos em segurança da informação e criptografia. É essencial avançar na articulação para o fortalecimento e aceleração da implantação do ecossistema digital (SIC+SegCiber+Empresas+ICT) com a finalidade de apoiar o desenvolvimento de tecnologias de SIC e de SegCiber, a exemplo de soluções de reconhecimento de artefatos maliciosos e outras ferramentas cibernéticas, alavancando a criação do mesmo e promovendo maior sinergia com o ecossistema da defesa cibernética. Para tanto, faz-se necessário aprimorar os mecanismos de fomento e de financiamento que favoreçam parcerias entre o setor privado e as universidades e 45

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