- realizar esforços no sentido de incluir, no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, novas tipificações de crimes cibernéticos; - elaborar normativos sobre tecnologias emergentes; - criar políticas de incentivo para contratação de mão de obra especializada em segurança cibernética; - definir requisitos de segurança cibernética nos programas de trabalho remoto; e - elaborar, sob coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, um anteprojeto de lei sobre segurança cibernética, com diretrizes que irão proporcionar alinhamento macroestratégico ao setor e contribuir de forma decisiva para elevar a segurança das organizações e dos cidadãos. 2.3.7. Incentivar a concepção de soluções inovadoras em segurança cibernética Buscar o alinhamento entre os projetos acadêmicos e as necessidades da área produtiva, de modo a incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções em segurança cibernética, que tragam a necessária inovação aos produtos nacionais nessa área crítica, atual e imprescindível. Dentre as ações a serem consideradas, pode-se mencionar: - propor a inclusão da segurança cibernética nos programas de fomento à pesquisa; - incentivar a criação de centros de pesquisa e desenvolvimento em segurança cibernética no âmbito do Poder Executivo federal e no setor privado; - viabilizar investimentos em pesquisas, por meio dos fundos públicos e privados; - criar programas de incentivo ao desenvolvimento de soluções de segurança cibernética; - estimular a criação de startups na área de segurança cibernética; - estimular o desenvolvimento e a inovação de soluções de segurança cibernética nas tecnologias emergentes; - incentivar a adoção de padrões globais de tecnologia, que permitirá a interoperabilidade em escala internacional; - incentivar o desenvolvimento de competências e de soluções em criptografia; - estimular o prosseguimento das pesquisas sobre o uso de inteligência espectral; e - estabelecer requisitos mínimos de segurança cibernética que assegurem o uso pleno, responsável e seguro da tecnologia de quinta geração de conexão móvel - 5G. 2.3.8. Ampliar a cooperação internacional do Brasil em Segurança cibernética Ampliar a cooperação do Brasil, em segurança cibernética, com o maior número possível de países, de forma transparente, e reforçar a posição do País na constante busca pela paz e pela segurança internacional, conforme a tradição da diplomacia nacional baseada nos princípios estabelecidos no art. 4º da Constituição. Para viabilizar esse intento, podem ser adotadas as seguintes medidas: - estimular a cooperação internacional em segurança cibernética; - incentivar as discussões sobre segurança cibernética nos organismos, nos fóruns e nos grupos internacionais dos quais o Brasil é membro; - ampliar o relacionamento internacional com os países da América Latina; - promover eventos e exercícios internacionais sobre segurança cibernética; - participar de eventos internacionais de interesse para o País; - ampliar os acordos de cooperação em segurança cibernética; - ampliar o uso de mecanismos internacionais de combate aos crimes cibernéticos; - estimular a participação do País em iniciativas futuras de estruturação normativa, como as relativas à criação de padrões de segurança em tecnologias emergentes, e

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