possível estabelecer a correta relação entre os aspectos técnicos detecnologia da informação, como análise de
vulnerabilidades, relatórios técnicos de ameaças e relação de soluções em tecnologia, com os aspectos de negócio,
como continuidade dos serviços prestados, riscos à imagem e processos de tomada de decisão. Entende-se, portanto,
a verificação de conformidade como um processo natural, baseada em programas estabelecidos pelas próprias
entidades públicas e privadas, que visa ao aprimoramento contínuo dos sistemas voltados à segurança cibernética.
Destaca-se que as verificações de conformidade devem ser planejadas com moderação, e devem ser baseadas
em princípios de razoabilidade, para que não levem as instituições públicas e privadas a empregarem tempo e grande
soma de recursos em procedimentos excessivos de conformidade, em detrimento de seu uso para lidar com ameaças
cibernéticas.
1.2. Universo conectado e seguro: prevenção e mitigação de ameaças cibernéticas
O processo de preparação do País rumo à nova economia digital, experimentará forte impacto de variadas
tecnologias, como internet das coisas, computação quântica, inteligência artificial, aprendizado de máquina, ciência
cognitiva, robótica, biotecnologia, nanotecnologia ou geração de telefonia 5G. Para prover sustentação a esse
processo, são necessárias ações que permitam sua viabilização de forma segura e resiliente.
Para fazer face a esse desafio, este eixo da E-Ciber versará sobre a gestão de incidentes computacionais, que
envolve detecção, triagem, análise e resposta a esses incidentes.
As atividades preventivas baseadas nas avaliações de riscos podem reduzir o crescente número de incidentes
cibernéticos, entretanto, não podem evitá-los totalmente. Portanto, é necessário um recurso de resposta para detectálos com rapidez, minimizar a perda e a destruição que podem causar, atenuar os pontos fracos explorados e restaurar
os serviços de tecnologia da informação e comunicação, sempre considerando que o acompanhamento das ameaças
à segurança cibernética devem ter natureza global.
Nesse contexto, destaca-se a relevância de recursos e de mecanismos que permitam a interação e o
compartilhamento de informações em diferentes níveis, entre instituições públicas e privadas, e entre essas e
organizações internacionais, que possuam experiência no acompanhamento de tendências de ameaças e de ataques
cibernéticos, de forma a consider os impactos regionais, multilaterais e globais da ocorrência de incidentes no
ambiente digital.
É de amplo conhecimento que toda organização, pública ou privada, deve possuir uma equipe de tratamento e
resposta aos incidentes cibernéticos - ETIR, também conhecida pela sigla - CSIRT, de Computer Security Incident
Response Team. Essa equipe deve ser capacitada, e deve dispor de ferramentas computacionais adequadas às suas
necessidades, e de sistemas baseados em tecnologias emergentes, condizentes com os padrões internacionais.
Atualmente, o Brasil possui oito tipos de centros de tratamento e resposta aos incidentes cibernéticos, de acordo com
sua atuação:
- Centros de Responsabilidade Nacional - CERT.br e CTIR Gov.
- Centros de Coordenação Internacional - CERT/Coordination Center, FedCirc e FIRST.
- CSIRTs de Infraestruturas Críticas - Energia - CSIRTCemig - Financeiro - CSIRTs do BB, da Caixa, do BASA,
do BNB, do BRB e do BANESE - Telecom - CTIR/DATAPREV, GRA/SERPRO e CSIRT PRODESP.
- CSIRTs de Provedores - CSIRT Locaweb e CSIRT HP.
- CSIRTs Corporativos - CERT-RS, SEGTIC UFRJ e CSIRT Unicamp.
- CSIRTs Acadêmicos - CAIS/RNP, CEO/RedeRio, CERT-RS, CERT.Bahia, CSIRT POP-MG, CSIRT Unicamp,
CSIRT USP, GSR/INPE, GRC/UNESP, NARIS/UFRN e TRI/UFRGS.
- CSIRTs do Poder Público - Executivo - CTIR Gov, Legislativo - GRIS-CD e Judiciário - GATI, CLRI e TRF-3.
- CSIRTs Militares - Marinha - CTIM, Exército - CCTIR/EB e Aeronáutica - CTIR.FAB.
Esses centros atuam em constante comunicação, e mantêm registros de incidentes nacionais, para avaliação
de dados estatísticos referentes às ameaças e a esses incidentes. Os atuais esforços concentram-se em simplificar o
compartilhamento de informações entre todos os CSIRTs, uma vez que o número de atores do Governo e do setor
privado está-se ampliando, ao lado dos crescentes desafios no campo cibernético.
O Brasil possui dois centros de tratamento e resposta de responsabilidade nacional. O Centro de Estudos,
Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil - CERT.br34, é o responsável por tratar incidentes de
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