Os eixos temáticos são apresentados separadamente na Parte II. Primeiro, abordam-se os relativos à proteção
e à segurança: governança da Segurança cibernética nacional, o universo conectado e seguro e a proteção
estratégica. Depois, analisam-se aqueles que, por sua natureza, são chamados de Transformadores: a dimensão
normativa; a pesquisa, desenvolvimento e inovação; a dimensão internacional e parcerias estratégicas; e a educação.
Em virtude da análise diagnóstica e do estudo dos eixos temáticos, apresentam-se os objetivos estratégicos e,
em seguida, as ações estratégicas, elaboradas com o fim de atingir os objetivos especificados. Por meio dessas
ações, para cuja realização recomenda-se a elaboração de planos, apontam-se valiosas direções, capazes de
conduzir a sociedade e as instituições a um ambiente próspero, resiliente e seguro, como condição ideal para o
crescimento econômico e para o desenvolvimento social.
Por fim, é importante ressaltar que no decorrer da apresentação da Estratégia são mencionados diversos
termos relacionados não apenas à segurança cibernética, mas também ao grande campo de estudos da segurança da
informação. Com o propósito de esclarecê-los, caso necessário, recomenda-se a consulta ao Glossário de Segurança
da Informação, publicado pela Portaria nº 93, de 26 de setembro de 2019, do Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República 3.
Em decorrência da presente Estratégia, recomenda-se que cada órgão do setor público e do setor privado,
planeje e realize gestões no sentido de colocar em prática os aspectos que lhe cabem e que estão estabelecidos nas
ações estratégicas, em um esforço conjunto e dedicado, em prol do pleno alcance dos objetivos estratégicos do País,
no crítico e atual tema da segurança cibernética nacional.
1.3. METODOLOGIA ADOTADA
A Estratégia é resultado de trabalho realizado por representantes de órgãos públicos, de entidades privadas, e
do meio acadêmico, que participaram de uma série de reuniões técnicas, para debater vários aspectos da segurança
cibernética. Ao considerar a vasta gama de assuntos, esses representantes foram divididos em três subgrupos,
constituídos do seguinte modo:
- Subgrupo 1 - governança cibernética, dimensão normativa, pesquisa, desenvolvimento e inovação, educação,
dimensão internacional e parcerias estratégicas.;
- Subgrupo 2 - confiança digital e prevenção e mitigação de ameaças cibernéticas; e
- Subgrupo 3 - proteção estratégica - proteção do Governo e proteção às infraestruturas.
Foram realizadas trinta e uma reuniões dos subgrupos, com a participação efetiva de todos esses
representantes de notável saber, o que possibilitou o intercâmbio de conhecimentos e de ideias, e que contribuíram de
forma decisiva para estabelecer a concepção estratégica.
Com o fim de estruturar os debates, o trabalho seguiu quatro etapas:
Primeira - Diagnóstico - levantamento e mapeamento de iniciativas, atores relacionados e ações existentes;
Segunda - Debates dos subgrupos - reuniões semanais com os atores relacionados e convidados de notório
saber;
Terceira - Consulta pública - disponibilização do documento na internet para contribuições e ampla participação
da sociedade em geral; e
Quarta - Aprovação e publicação - finalização da proposta e submissão à aprovação presidencial.
Adicionalmente, foi considerado o modelo de maturidade da capacidade em segurança cibernética 4, que define
cinco dimensões:
- política e estratégia de segurança cibernética;
- cultura cibernética e de sociedade;
- educação, de treinamento e de habilidades em segurança cibernética;
- marcos legais e regulatórios; e
- padrões, organizações e tecnologias.