internacional, os tratados, bilaterais e multilaterais, ratificados pelo País, bem como os regimes internacionais dos quais o
Brasil é signatário.
As medidas descritas têm respaldo na parceria entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Ciência e Tecnologia,
que remonta à “Concepção para CT&I de Interesse da Defesa” – documento elaborado conjuntamente em 2003 e
revisado em 2008. Foi fortalecida com o lançamento do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI/MCT Portaria Interministerial MCT/MD nº 750, de 20.11.2007), cuja finalidade é viabilizar soluções científico-tecnológicas e
inovações para o atendimento das necessidades do País atinentes à defesa e ao desenvolvimento nacional.
Indústria de Material de Defesa
A relação entre Ciência, Tecnologia e Inovação na área de defesa fortalece-se com a Política de Desenvolvimento
Produtivo (PDP), lançada em maio de 2008. Sob a coordenação geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, a PDP contempla 32 áreas. O programa estruturante do Complexo Industrial de Defesa está sob a
gestão do Ministério da Defesa e sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Tal programa tem por objetivo “recuperar e incentivar o crescimento da base industrial instalada, ampliando o
fornecimento para as Forças Armadas brasileiras e exportações”. Estabelece quatro desafios para a consecução do
objetivo:
- aumentar os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação;
- promover isonomia tributária em relação a produtos/materiais importados;
- expandir a participação nos mercados interno e externo; e
- fortalecer a cadeia de fornecedores no Brasil.
A PDP sugere, ainda, um conjunto de ações destinadas à superação dos desafios identificados:
- ampliação das compras nacionais;
- expansão e adequação do financiamento;
- promoção das vendas e capacitação de empresas brasileiras; e
- fortalecimento da base de P, D&I.
Com base em tais objetivos, desafios e ações, a PDP visa ao fortalecimento da associação entre desenvolvimento
da Ciência e da Tecnologia e desenvolvimento da produção. Busca aproveitar o potencial de tecnologias empregadas no
País e transformá-las em bens finais, estimulando a indústria nacional.
Os projetos a serem apoiados serão selecionados e avaliados de acordo com as ações estratégicas a seguir
descritas e com características que considerem o potencial da demanda pública, a possibilidade de uso comum pelas
Forças, o uso dual – militar e civil – das tecnologias, subprodutos tecnológicos de emprego civil, o índice de
nacionalização, o potencial exportador, a presença de matéria-prima crítica dependente de importação e o potencial de
embargo internacional.
O Ministério da Defesa, em coordenação com o Ministério de Ciência e Tecnologia e com o Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, realizará a análise das características referidas, selecionando de forma
articulada projetos e produtos que unam as necessidades das atividades de defesa com as potencialidades tecnológicas
e produtivas existentes no Brasil.
Para atendimento aos novos desafios da indústria de material de defesa do País, impõe-se a atualização da
Política Nacional da Indústria de Material de Defesa.
Inteligência de Defesa
A exatidão é o princípio fundamental da Inteligência Militar. Por meio da Inteligência, busca-se que todos os
planejamentos – políticos, estratégicos, operacionais e táticos – e sua execução desenvolvam-se com base em fatos que
se transformam em conhecimentos confiáveis e oportunos. As informações precisas são condição essencial para o
emprego adequado dos meios militares.
A Inteligência deve ser desenvolvida desde o tempo de paz, pois é ela que possibilita superar as incertezas. É da
sua vertente prospectiva que procedem os melhores resultados, permitindo o delineamento dos cursos de ação possíveis