4. CONTEXTUALIZAÇÃO
4.1. Contexto Internacional
A tecnologia da informação revolucionou a maneira como vivemos e fazemos negócios. A
convergência de tecnologias para ambientes inteligentes e ecossistemas integrados nos deixou
vulneráveis. Isto tem sido acompanhado por uma ameaça crescente que não conhece limites: ameaças cibernéticas.
Dado a sua característica transfronteiriça, nenhuma nação soberana ou corporação multinacional
pode assegurar a segurança cibernética sozinho, exigindo uma abordagem conjunta, tanto dentro
do país como a nível internacional
A resolução das Nações Unidas 56/183 (21 de Dezembro de 2001) aprovou a realização de uma
Cimeira Mundial sobre a Sociedade de Informação em duas fases. A primeira fase realizada em
Genebra aprovou uma Declaração de Princípios que permitiu estabelecer ideias básicas para uma
Sociedade de Informação para todos, reflectindo todas as diferenças sem deixar de parte todos os
interessados.
A segunda fase realizada em Tunis teve como objectivo pôr em movimento o Plano de Acção
aprovado em Genebra e obter acordos no campo de Governança da Internet e mecanismos de
financiamento para dar seguimento e implementação dos documentos aprovados nas duas fases
da Cimeira.
A União Internacional de Telecomunicações, através da organização IMPACT (International
Multilateral Partnership Against Cyber Threat), jogou um papel de liderança fornecendo
sistemas de aviso prévio e treino aos especialistas de Segurança Cibernética em todo o mundo.
Hoje a IMPACT tem acima de 152 países membros. A UIT desenvolveu na verdade uma
estrutura nos países em desenvolvimento para ajudá-los a iniciar o processo de desenvolvimento
de políticas e estratégias sobre segurança cibernética.
Em 2004 foi elaborado pelo Conselho da Europa com a participação de Canada, Japão, África do
Sul e EUA a Convenção de Budapeste em Segurança Cibernética e que está aberta para qualquer
país que desejem participar. A convenção é usada como uma directiva, padrão ou modelo em
mais de 100 países.
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