Os pilares consagrados da SIC – disponibilidade, integridade, confidencialidade
e autenticidade – estão sujeitos a novas e crescentes vulnerabilidades e ameaças.
São crescentes e contínuas as polêmicas nos temas regulação e controle da
Internet em nível nacional e internacional. A reunião plenária “World Conference on
International Telecommunications - WCIT-12”, em Dubai, em dezembro de 2012,
liderada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), foi marcada por
divergências entre os seus Estados Membros, sendo reforçada a experiência brasileira
de governança multissetorial realizada por meio de seu Comitê Gestor da Internet
(CGI.br).
As questões de privacidade versus segurança permanecem como pontos
controversos e atualmente em forte articulação, em nível nacional e internacional, em
especial após o advento do “caso Snowden”, que expôs possíveis ações de espionagem
do governo americano em relação a outros países, Brasil inclusive, por meio da captura
e tratamento de metadados na Internet. Tais questões permanecem nos debates de
uso e governança da Internet, de forma preponderante, tratadas nas agendas dos
governos e em fóruns bi e multilaterais.
O Governo brasileiro registrou, com satisfação, que a III Comissão da 68ª
Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou em 2013, por consenso dos 193 Estados
membros, a Resolução A/RES/68/167 "O direito à privacidade na era digital"4, a qual
foi apresentada em conjunto pelo Brasil e Alemanha, em resposta às supostas
denúncias de Snowden contra os EUA. "Nenhuma preocupação relacionada à
segurança pública pode justificar a coleta de informações sensíveis. Estados devem
garantir a observação irrestrita das suas obrigações sobre as leis internacionais de
direitos humanos", diz a Resolução.
O Relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da
Espionagem, aponta fragilidades do Brasil frente à espionagem eletrônica
internacional e sugere medidas e propostas para a melhoria da segurança cibernética
nacional, evidenciando a fragilidade do sistema de telecomunicações brasileiro e de
nosso sistema de inteligência e defesa cibernética (Brasil. Congresso. Senado Federal,
2014).
Segundo o estudo “Mapeamento de Fornecedores Nacionais de Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC) para Redes Elétricas Inteligentes (REI)”, realizado pela
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em 2014, a segurança
cibernética foi identificada como uma das principais preocupações das
concessionárias, empresas fornecedoras de TIC e centros de pesquisa voltados para o
setor.
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http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/68/167
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